Bahia tem alta em atraso de condomínio
A inadimplência da taxa de condomínio na Bahia apresentou a segunda alta seguida, com 9,34% em setembro, após médias de 8,96% e 9,09% em julho e agosto. A variação foi de 0,25 ponto percentual na comparação com o último mês. Em relação ao mesmo período de 2024 (9,19%), houve um aumento de 0,15 ponto percentual.
O índice no estado ainda está acima da média nacional, de 6,80% em setembro. Os dados são do Índice de Inadimplência Condominial da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário no país.
O pico de inadimplência condominial na Bahia nos últimos 12 meses foi em maio deste ano, de 9,79%. Já o menor percentual foi em dezembro de 2024, com 8,11%. No Brasil, o pico nos últimos 12 meses foi em junho de 2025 (7,19%) e o menor percentual foi registrado em dezembro de 2024: 5,76%.
“Após queda em julho, a inadimplência da taxa condominial voltou a subir em ritmo acelerado em agosto e setembro, puxada pela inflação elevada e juros altos. São fatores que reduzem o poder de compra e, consequentemente, aumentam a inadimplência - sobretudo a condominial,"afirma João Baroni, Diretor de Crédito do Superlógica.
A base de dados que embasa o índice é composta por aproximadamente 100 mil condomínios de todas as regiões do Brasil, somando mais de 6,3 milhões de boletos (casas e apartamentos), que estão há mais de 90 dias sem pagamento. Todos os dados são anonimizados e a base cobre os 27 estados, abrangendo mais de mil cidades.
O levantamento leva em consideração o valor da taxa de condomínio, o tipo de imóvel (apartamento ou casa) e a sua localização, além das datas de vencimento e pagamento, que mostram se há inadimplência ou não.
Em relação ao valor, as taxas de condomínio foram segmentadas em alta, média e baixa: abaixo de R$ 500 como baixa e acima de R$ 1.000 como alta. Os condomínios de taxa baixa seguem com a maior inadimplência, seguidos pelos de taxa média e, por último, os de taxa alta. Ou seja, quanto mais baixo, mais dificuldade em pagar.
No fechamento do trimestre, setembro registrou 11,46% de inadimplência em condomínios de até R$ 500, com um crescimento de 1,37 ponto percentual em relação a agosto. Já os condomínios com valores entre R$ 500 e R$ 1.000 registram uma taxa de 7,16% (alta de 0,8 ponto percentual em relação ao mês anterior).
Nos condomínios acima de R$ 1.000, a inadimplência ficou em 5,14%, com avanço de 0,45 ponto percentual em relação a agosto. Nas três faixas de valores, a inadimplência foi a maior desde abril deste ano e possui uma distância de 6,3 pontos percentuais entre os extremos.
Muito esforço foi feito para produzir estas notícias. Faça uma doação para repor nossas energias. Qualquer valor é bem vindo. Pode ser via Bradesco, ag 0239, cc 62.947-2, em nome de A Região Editora Ltda, ou pelos botões abaixo para cartão e recorrentes.






