Salvador terá novidade contra o Aedes
A Secretaria de Saúde de Salvador inicia nesta quinta-feira a implantação das Estações de Disseminação de Larvicida (EDL), uma tecnologia inédita que reforçará o combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. O lançamento ocorrerá às 8h, na Praça da Pomba, no Bairro da Paz.
A ação marca o início do Plano Verão Sem Mosquito e contará com representantes da Diretoria de Vigilância em Saúde da SMS, da Fiocruz Amazonas e do Ministério da Saúde, além dos agentes de combate às endemias responsáveis pela instalação das armadilhas em imóveis previamente cadastrados.
Segundo Lucrécia Lopes, subcoordenadora de Ações e Controle das Arboviroses do CCZ, as novas estações atuam diretamente na interrupção do ciclo reprodutivo do mosquito, oferecendo uma proteção mais eficiente e duradoura.
“Estamos apostando em uma tecnologia que une ciência, inovação e sustentabilidade para ampliar o alcance das nossas ações e proteger ainda mais a saúde da comunidade contra dengue, zika e chikungunya. O Bairro da Paz, por seu histórico de vulnerabilidade ao vetor, foi escolhido para iniciar essa estratégia", conta.
A tecnologia usa uma armadilha atraente para o mosquito, que é induzido a depositar seus ovos no dispositivo e, ao entrar em contato com a tela impregnada de larvicida, passa a carregar o produto, espalhando o veneno em outros criadouros de insetos onde pousar.
"Esse processo de disseminação indireta e contínua amplia o alcance do controle, atingindo locais de difícil acesso ou ainda não identificados pelas equipes de campo", explica a CCZ. O esquema começou a ser preparato em julho, com monitoramento entomológico através das ovitrampas (para coleta de ovos) e da captura de mosquitos adultos.
Após a implantação das EDLs, o desempenho do dispositivo será acompanhado por seis meses pelo CCZ. Ao final desse período, os dados serão avaliados com a expectativa de uma redução significativa nos índices de infestação do vetor. O novo esquema é só uma parte da Operação Verão sem Mosquito.
Ela inclui o 4º Levantamento Rápido de Índice para o Aedes aegypti (LIRAa) e seguirá até março de 2026, com foco em áreas de maior circulação de pessoas, como escolas, terminais, hotéis, unidades de saúde, condomínios, museus e colônias de pescadores. Eles receberão inspeções e tratamento pelos agentes de combate às endemias.
As ações também envolvem mobilização social, caminhadas e atividades educativas, reforçando o papel da comunidade no enfrentamento às arboviroses. A SMS ressalta que "o sucesso da iniciativa depende da colaboração da população, que deve receber bem as equipes de campo, eliminar focos de água parada e descartar o lixo".
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