PF admite ter recusado ajuda à PM do Rio
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues, admitiu nesta quarta-feira que a corporação foi procurada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro antes da megaoperação contra o tráfico no Estado. A declaração é a primeira confirmação oficial, por integrante do Governo Lula, de que houve consulta à PF sobre apoio na ação.
Ontem, o governador do RJ, Cláudio Castro (PL), afirmou que o governo Lula negou por três vezes o apoio das Forças Armadas. No entanto, o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que "não recebeu" pedido do governador para apoio à Operação Contenção, realizada nos complexos do Alemão e da Penha.
Além da recusa em ajudar a combater os traficantes no Rio de Janeiro, que se reforçaram depois que o ministro do STF Edson Fachin proibiu a PM de fazer operações nas favelas, o governo Lula gerou estranheza ao se negar a classificar o PCC e o Comando Vermelho como associações narcoterroristas.
Integrantes do governo de Donald Trump ofereceram, em maio, acordos de cooperação internacional entre os Estados Unidos e o Brasil, exigindo como contrapartida que facções que atuam do narcotráfico internacional, como o PCC e o Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como terroristas.
A recusa foi ressaltada pelo advogado Martin De Luca, que defende empresas do presidente dos EUA, a Trump Media. Segundo ele, o status de narcoterrorismo para as facções liberaria o poder das ferramentas antiterroristas americanas, como compartilhamento de informações, rastreamento financeiro, congelamento de ativos e sanções.
“Agora, essas mesmas facções estão sobrevoando o Rio com drones e atirando contra a polícia com armas militares. E, em vez de apoiar as forças de segurança, o governo federal decidiu investigar os policiais e os funcionários públicos que tiveram a coragem de confrontá-los. O governo federal brasileiro precisa decidir que tipo de soberania deseja: uma que proteja seu povo ou uma que proteja seus criminosos”, concluiu o advogado.
Diferente do governo de Lula (PT), o da Argentina anunciou a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como “organizações narcoterroristas”. A medida enfatiza que lá os membros são isolados para evitar atuação como “chefes” dentro das cadeias, como acontece no Brasil.
O governo argentino também firmou dois acordos com o Federal Bureau of Investigation (FBI) dos Estados Unidos: um para intercâmbio de informação e cooperação técnica no combate ao terrorismo, ao seu financiamento e ao crime organizado; outro para capacitação, apoio técnico e desenvolvimento tecnológico. Com Diário do Poder.
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