Hospedagem impagável ameaça COP30
Ameaçado de ser expulso do União Brasil por permanecer no regima de Lula da Silva (PT), o ministro do Turismo, Celso Sabino, tenta aproveirar como “vitrine” a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30). Mas o que é vendido como histórico está prestes a virar uma vergonha mundial.
Belém enfrenta problemas crônicos de pobreza, sujeira nas ruas, falta de saneamento. Dificilmente poderá ser "cartão postal" ambiental. Na verdade, o fato de sediar um evento do setor chega a ser irônico. Porém o maior mico é a exploração dos moradores e empresas, que "oferecem" hospedagem precária com preços de palácio.
Até a imprensa internacional vem comentando o absurdo do preço cobrado na cidade durante o evento. A maior agência de notícias do mundo, a Reuters, fez uma reportagem mostrando a pessima imagem da cidade. Dezenas de países ainda não confirmaram presença por não garantir acomodações decentes a preços normais;
O ministro tentou descartar o problema declarando que “posso garantir a você que temos hospedagens e temos preços justos”. A mentira começa na oferta de hospedagem, que não passa de 18 mil leitos, para uma estimativa de 45 mil delegados (e suas famílias e assessores).
Uma das acomodações "com preço justo" é esta da foto. Um quarto pobre, com uma cama de solteiro e uma de casal, mais uma mesinha minúscula para trabalho. A diária? US$ 429 por pessoa, ou R$ 2.284. A acomodação mais "barata" não sai por menos de US$ 180 (R$ 957), num quartinho moldesto da periferia.
Mas esses quartos chegam a US$ 720 (R$ 3.827). Nos “hotéis”, a diária por pessoa começa em US$ 150 e chegam a US$ 37.129 ou incríveis R$ 197.589 para um apartamentos modesto. A Reuters destacou que as diárias na plataforma já variaram de US$ 360 (R$ 1.913) a US$ 4.400 (R$ 23.398) por noite. A maioria exige mínima de 10 diárias.
O ministro do clima da Letônia, Kaspars Melnis, citado pelo Diário do Poder, se espantou ao receber cotações com diárias acima de US$ 500 por pessoa. “Já decidimos que é caro demais para nós. É a primeira vez que é tão caro. Temos uma responsabilidade com o orçamento do nosso país”, disse à Reuters.
Outro exemplo do prejuízo à imagem do Brasil é a desvantagem abismal para os pequenos países, como os que sofrem a ameaça de perder território com a elevação do nível dos oceanos. P presidente da Aliança dos Pequenos Estados Insulares, Ilana Seid, disse à Reuters que "faltam acomodações acessíveis em Belém".
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