Governo recua e agora apoia o do Rio

A repercussão negativa, em todo o país, pelo descaso do governo de Lula da Silva (PT) em relação à operação da PM do Rio de Janeiro, pesou bastante. A PF admitiu que foi procurada mas negou ajuda ao estado. O ministro da Justiça, Lewandowski, tinha criticado "o excesso" e cobrado "proporcionalidade" no combate aos traficantes.

A enxurrada de críticas e as pesquisas mostrando que 80% do país apoia a ofensiva do governador Cláudio Castro (PL) assustou os petistas e a conversa mudou radicalmente. O mandatário Lula, que tinha dito "os traficantes são vítimas dos usuários", agora afirma que o país "não pode tolerar" a ação dos traficantes.

Nesta quinta, o governo federal se rendeu. O governador Cláudio Castro anunciou a criação de um Escritório Emergencial de Enfrentamento ao Crime, com atuação integrada dos governos estadual e federal. O anúncio foi feito após reunião com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, na quarta-feira, no Palácio Guanabara.

O encontro, que tratou sobre segurança pública no Rio de Janeiro, aconteceu após a Operação Contenção, que resultou na prisão de 113 criminosos e apreensão de quase 100 fuzis nos complexos do Alemão e da Penha.

"Estamos unindo esforços de forma inédita para romper a barreira da burocracia, respeitando as competências de cada esfera. A segurança pública exige velocidade, inteligência e integração, e este escritório emergencial nasce para garantir que todas as forças trabalhem juntas, em ação real e imediata".

O novo escritório será comandado pelos secretários de Segurança Pública, Victor dos Santos, do Estado do Rio, e Mario Sarrubbo, do Governo Federal. O objetivo é atuação conjunta com o Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos, que investiga a lavagem de dinheiro e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, apareceu com um discurso bem diferente da véspera e destacou o alinhamento entre os governos. "A cúpula da segurança nacional apoiará integralmente o Rio de Janeiro. Vivemos um federalismo cooperativo e viemos aqui para, dentro do possível, colaborar para superarmos essa crise".

Lewandowski afirmou que vai atender o pedido do governador para disponibilizar vagas em presídios federais de segurança máxima para os líderes de facções, além de colocar à disposição peritos criminais para os desdobramentos da operação, aumentar o efetivo da Força Nacional e da Polícia Rodoviária Federal, e intensificar a inteligência.

7:15 PM  |  


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sao pedro