Correios querem verba para não falir
Os Correios estudam contrair um empréstimo de R$ 20 bilhões, sendo R$ 10 bilhões ainda em 2025 e outros R$ 10 bilhões em 2026, com garantia do Tesouro Nacional. A operação seria feita junto a um consórcio de bancos públicos e privados para garantir liquidez à estatal e evitar sua falência.
Os Correios sofreu com prejuízos constantes durante todos os governos do PT, desde os dois iniciais de Lula da Silva (PT) ao atual mandato do petista, passando pelo de Dilma Rousseff (PT). Em 2016, ano em que ela foi cassada, os Correios registraram um prejuízo fiscal de R$ 1,48 bilhão.
O único alívio, nos útimos 25 anos, aconteceu no governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2019, os Correios fecharam o ano com um lucro líquido de R$ 102 milhões. Em 2020, o lucro foi de R$ 1,53 bilhão e bateu o recorde histórico com os R$ 3,7 bilhões de 2021. A nova gestão de Lula da Silva (PT) já começou deficitária.
Bancando shows de artistas famosos, patrocinando eventos da primeira-dama, a estatal amargou um prejuízo de R$ 597 milhões em 2023, primeiro ano do novo mandato, explodindo em seguida para um déficit de R$ 2,6 bilhões em 2024. Mas a situação é ainda mais catastrófica neste ano.
Só no primeiro semestre os Correios quase dobraram o prejuízo de todo o ano passado, perdendo R$ 4,3 bilhões. A gestão irresponsável da estatal continuou dando patrocínios milionários mesmo num buraco financeiro, como R$ 1,3 bilhão para o Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas; R$ 3 milhões para Emicida e R$ 1,5 milhão para a cantora Iza.
O empréstimo pedido pela estatal é visto como essencial para evitar que os Correios dependam diretamente do Tesouro e passem a fazer parte do Orçamento Geral da União. O Conselho de Administração deve discutir nesta quarta-feira (15) o pedido de empréstimo.
Parte dos recursos seria para capitalização e ajustes operacionais, como programas de demissão voluntária, repactuação de passivos e revisão do plano de saúde. Até o momento, o governo anunciou a venda de imóveis e parcerias com marketplace, mas as ações são insuficientes e não há corte de gastos. Com diário do Poder.
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