Arte baiana perde Cézar Romero, aos 74
A cultura baiana perdeu um de seus expoentes na arte, o artista plástico, médico, fotógrafo e uma das mais respeitadas vozes da crítica na Bahia, César Romero de Oliveira Cordeiro. Segundo a Polícia Civil, vizinhos relataram que ele estava sendo alimentado por uma cuidadora quando se engasgou com a comida.
Natural de Feira de Santana, César Romero se formou em medicina mas, a partir de 1967, iniciou uma carreira elogiada na pintura, mesmo dividindo o tempo entre as duas atividades. Seus quadros retratavam as cores, temas e vibração do Nordeste, destacando a cultura popular e símbolos afro-brasileiros.
Exímio em gravura, desenho e ilustração, Romero participou de muitos eventos internacionais, como a mostra Primitive Paintings from Bahia, em Washington (1973), exposições coletivas em Hannover, Colônia e Berlim, na Alemanha; outras em Barcelona, Madri, Bilbao e Lisboa, tudo dirante a década de 1980.
Inquieto, Cézar Romero não achava suficiente curar o corpo e a alma das pessoas através da medicina e da pintura. Ele também foi um importante crítico de arte, publicando artigos e fazendo curadoria de exposições pelo Brasil. A Funceb declarou que "a Bahia perde uma potência nas Artes, na Cultura e na poesia feita com traços e cores".
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