Valério expõs ligação do PT com PCC
Ex-homem de confiança de Lula da Silva (PT), Marcos Valério é hoje o único corrupto condenado pelo mensalão ainda preso. Todos os outros foram libertados pelo STF. Valério, que cumpre pena de 37 anos de prisão, fez revelações graves em delação premiada homologada pelo ministro aposentado do STF Celso de Mello.
Apesar da gravidade, elas foram jogadas embaixo do tapete e ignoradas pela grande imprensa. O relato desvenda o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, do PT. Valério conta que o empresário Ronan Maria Pinto chantageou Lula para não expor um esquema clandestino de financiamento do PT.
Ele usava dinheiro extorquido de empresas de ônibus, apurado em transporte ilegal e recebido de casas de bingo que pertenciam ao PCC e eram usadas por ele para lavagem de dinheiro. Celso Daniel montou um dossiê com o nome dos petistas que tinham a campanha paga pelo dinheiro ilegal e ameaçou divulgar para a imprensa.
O prefeito queria que o esquema fosse desmontado. No fim, ele foi assassinado e o dossiê desapareceu. "Celso Daniel desconhecia a real dimensão do esquema. A arrecadação clandestina não se restringia à cúpula do partido. Vereadores e deputados petistas, com vínculos diretos com o PCC, também recebiam recursos ilícitos", disse Valério.
Segundo ele, depois do homicídio, o PT expulsou os membros que tinham vínculo com o PCC para "conter os danos e apagar os rastros da conexão com o PCC". Valério também contou que Ronam chantageou o PT, ameaçando contar à polícia que foi o partido que matou Celso Daniel. Exigiu dinheiro e recebeu.
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