Terroristas queimaram ônibus no Rio
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), falou na manhã desta terça-feira sobre a normalização dos serviços da cidade após ataques de milicianos. Foram ao menos 35 ônibus queimados, falta de energia, fechamento de unidades de saúde e de escolas.
O prejuízo inicial é estimado em R$37 milhões. De acordo com o Centro de Operações Rio, há reflexos em pelo menos cinco bairros: Guaratiba, Inhoaíba, Paciência, Cosmos e Santa Cruz. Os ataques criminosos ocorreram após a morte de Matheus da Silva Rezende, o “Faustão”, em um tiroteio com a Polícia Civil.
Faustão era sobrinho de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, chefe da maior milícia da cidade. Na internet, vídeos registram a violência do ataque, com ônibus incendiados com pessoas ainda dentro.
De acordo com o governador, a Light, concessionária de energia do Rio de Janeiro, já restabeleceu quase 100% do serviço que foi interrompido. Sobre o transporte, os ônibus operam com 80% da frota e o trem circula dentro da normalidade.
Castro disse ainda que clínicas da saúde estão funcionando e que há menor número de alunos nas escolas da região de maior tensão, "o que é normal” após um dia de ataque, por receio dos pais. Segundo o governador, 12 pessoas foram detidas pelos ataques, mas apenas seis ficaram presas.
Contra os que permaneceram na cadeia, explica o governador, "há indício de autoria e materialidade do cometimento dos crimes". Castro parabenizou os policiais por prenderem o sobrinho e braço direito do miliciano Zinho em Santa Cruz. “Hoje demos um duro golpe na maior milícia da zona oeste".
"Além do parentesco com o criminoso, ele atuava como ‘homem de guerra’ do grupo paramilitar, sendo o principal responsável pelas guerras por territórios que aterrorizam moradores no Rio”, escreveu Castro, na rede social X, antigo Twitter. Com Diário do Poder
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