TSE desequilibra disputa para o PT
Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral decidiram, em votação virtual no sábado, retirar 116 inserções que seriam do presidente Jair Bolsonaro e entregar ao ex-presidiário Lula, do PT, na última semana de campanha, para que explique o que levou 4 em cada 5 presidiários a votar nele.
Na prática, a decisão desequilibra a disputa e acaba com o princípio da “paridade de armas”, além de ignorar uma prática da própria Justiça Eleitoral, de não deixar deliberações dessa natureza para a última hora, na reta final, exatamente para não favorecer um dos lados. Não se sabe o motivo.
Os ministros adotaram um curioso entendimento sobre as inserções de Bolsonaro, que destacam um fato concreto, baseado em dados do próprio TSE. Eles revelam que Lula recebeu 80% dos votos dos presidiários. Apesar de a referência ser verdadeira, o TSE alega que o eleitor “poderia concluir” o óbvio, ou seja, que Lula é o candidato preferido dos bandidos.
O TSE já tinha proibido que jornais ou redes sociais falem da gravação onde o líder do PCC fala da ligação da facção com o PT. Também proibiu noticiar o depoimento de Marcos Valério, operador do PT no mensalão, confirmando a ligação do partido com o PCC.
Segundo a decisão, o direito de resposta deve ser veiculado 116 vezes, no mesmíssimo bloco e horário e na mesma emissora de televisão indicada na petição inicial para cada uma das reproduções, o que corresponde à perda de 24 inserções de 30 segundos cada, ou um dia inteiro. Com Diário do Poder.
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