Mesário vai ficar com o seu celular

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu que o eleitor deve deixar o celular e outros aparelho eletrônicos com o mesário antes de entrar na cabine de votação. Já havia uma resolução que vedava o uso do equipamento na cabine, mas ele podia ser mantido no bolso e desligado.

Segundo o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, isso garante o sigilo do voto, evitando que o eleitor seja obrigado a fazer vídeos provando que votou em determinado candidato. Também evitar corrupção, com o eleitor vendendo o voto e provando em quem votou com fotos.

Moraes também alega que muitos eleitores fazem filmagem apertando um número errado para dizer que houve problema na urna eletrônica; "como digitar o número de um candidato a presidente na hora de votar para deputado". Segundo o ministro, depois é montado um vídeo para tentar indicar que houve fraude.

Dezenas de denúncias foram feitas nas últimas duas eleições, dizendo que ao digitar o número de um candidato aparecia outro. Mas, ao contrário do que diz Alexandre de Moraes, os vídeos mostravam a pessoa digitando um número válido e aparecendo outro candidato, sem cortes nem edição.

A proibição de levar o celular até a cabine já existia na eleição de 2018, mas era possível manter o aparelho no bolso. A medida não impediu as várias filmagens, por isso Moraes resolveu endurecer. O eleitor deve deixar o celular no carro ou entregar ao mesário. Do contrário pode ser impedido de votar e ser preso.

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