Itabuna vive os 112 anos em recomeço
Itabuna completa hoje 112 anos de emancipação, se recuperando de problemas acumulados nos últimos 10, com uma sucessão de más gestões, a recessão gerada pelo governo Dilma, a maior da história nacional; a pandemia da Covid e, no meio dela, a maior enchente desde 1967.
A recessão e as medidas tomadas pelo governador Rui Costa e o ex-prefeito Fernando Gomes quase faliram os setores de comércio e serviços, que sustentam a cidade. Já a enchente deixou mais de 13 mil pessoas fora de casa e destruiu cerca de mil residências, além de escolas, postos de saúde, empresas, estoques de remédios.
Uma situação dura, mas que tem a resistência de uma população forjada nas dificuldades dos antigos coroneís do cacau, de desbravadores da mata fechada, de homens e mulheres que transformaram duas casas no meio do mato, na beira do Rio Cachoeira, no principal polo de comércio, serviços, educação e saúde do sul da Bahia.
As histórias de superação fazem parte da trajetória de Itabuna, que viveu uma exceção nos anos 70, até meados de 80, quando o poder econômico do cacau fez dela a cidade mais rica do país, onde só circulavam carros com menos de um ano, comida e bebidas importadas, roupas feitas à mão e muita fartura.
Foi um período que pode ser representado pela revenda de automóveis J.S. Pinheiro que, por oito anos seguidos, foi a maior vendedora de carros da Ford em todo o país, sendo premiada em Seattle pela montadora. Quando um novo modelo de carro ou moto era lançado, o primeiro lote ia para Itabuna.
A fartura acabou com o declínio do cacau como commodity e, em seguida, a doença vassoura-de-bruxa, que destruiu boa parte da lavoura cacaueira. A cidade voltou a exercer sua resiliência, sua capacidade de se reinventar para sobreviver. Hoje volta a crescer para ocupar seu lugar de destaque.
O que falta recuperar é sua pujança cultural, que impressionava visitantes nos anos 60 até a primeira década de 2000, na literatura, artes plásticas, teatro, dança e, principalmente, música. Tudo isso estancou por volta de 2012, último ano de lançamentos constantes dessas áreas.
Independente dos problemas, nacionais ou locais, Itabuna sempre conseguiu superar as adversidades e hoje olha para o futuro com esperança. A pandemia ficou para trás, o Governo Federal liberou a cosntrução de 700 casas para os desabrigados, a nova gestão é técnica e tem mostrado competência, o comércio se recupera.
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