Comunicação da Uesc para em protesto
Os alunos de Comunicação Social da Uesc iniciaram um protesto contra as deficiências do curso, que são antigas e recorrentes. Eles exigem a contratação de técnicos para os laboratórios, para orientar os estudantes no manuseio dos equipamentos e dar as aulas práticas, que correspondem a 75% do total.
Uma carta aberta foi divulgada nesta quinta-feira, endereçada ao governador Rui Costa. Os alunos chamam a atenção para a precarização do curso e pedem rapidez na contratação de novos técnicos, um processo que vems e arrastando há meses entre a reitoria da universidade e a PGE.
O curso foi implantado em 1999 e forma profissionais para o mercado de trabalho na região e em outros estados. Em 2019 ele mudou o projeto pedagógico, finalmente se adaptando ao surgimento da internet 23 anos antes. Quem entrou antes do novo projeto chegará ao mercado defasado.
Já os que entraram nos últimos anos continuam sem a prática, essencial para a formação na área. A contratação dos novos professores esbarra em alguns problemas. Eles precisam ser especialistas em áudio e video, mas não podem ser técnicos adminsitrativos. E não existe a função de técnico para aulas.
Diante da incapacidade do Governo do Estado em mudar o estatuto da Uesc para incluir a nova função ou contratar uma empresa terceirizada para as aulas, os estudantes resolveram parar as atividades para encontrar uma solução.
Eles reconhecem o esforço da reitoria, dos professores e dos dois técnicos disponíveis, que fazem o trabalho de 14, mas precisam que o problema seja resolvido para ter alguma chance no mercado de trabalho depois de formados. E lembram que a legislação exige que o curso ofereça as matérias.
Muito esforço foi feito para produzir estas notícias. Faça uma doação para repor nossas energias. Qualquer valor é bem vindo. Pode ser via Bradesco, ag 0239, cc 62.947-2, em nome de A Região Editora Ltda, ou pelos botões abaixo para cartão e recorrentes.








