Leviandade de Barroso irrita militares
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal e ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, acusou, no domingo, as Forças Armadas de ser "orientadas a atacar o processo eleitoral". A fala de Barroso foi numa mesa sobre democracia e, ironicamente, fake news, no Brazil Summit Europe 2022.
Ele disse que "desde 1996 não tem um episódio de fraude no Brasil. Eleições totalmente limpas, seguras e auditáveis. E agora se vai pretender usar as Forças Armadas para atacar? Gentilmente convidadas a participar do processo, estão sendo orientadas para atacar o processo e tentar desacreditá-lo".
"Tenho uma expectativa de que as Forças Armadas não se deixem seduzir por esse esforço de jogá-las na fogueira das paixões políticas. Até agora, o profissionalismo e respeito à Constituição têm ocorrido", acrescentou o ministro, numa fala que surpreendeu pela leviandade de acusar o Exército de um crime.
A acusação grave, sem qualquer prova ou indício, revoltou os militares. O Ministério da Defesa disse, em nota, "repudiar qualquer ilação ou insinuação, sem provas, de que elas teriam recebido suposta orientação para efetuar ações contrárias aos princípios da democracia".
Em nota publicada na noite de domingo, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, disse que "afirmar que as Forças Armadas foram orientadas a atacar o sistema eleitoral, ainda mais sem a apresentação de qualquer prova ou evidência de quem orientou ou como isso aconteceu, é irresponsável. Além disso, afeta a ética, a harmonia e o respeito entre as instituições".
No ano passado, quando ainda presidia o TSE, Barroso convidou as Forças Armadas a participar de uma comissão dedicada a promover a transparência e a proteger o processo eleitoral da desinformação. Em fevereiro, os militares requisitaram informações sobre dezenas de questões técnicas relacionadas ao processo eleitoral.
Tanto as perguntas como as respostas dos questionamentos foram depois publicados no portal do TSE. "As Forças Armadas, republicanamente, atenderam ao convite do TSE e apresentaram propostas colaborativas, plausíveis e exequíveis, no âmbito da Comissão de Transparência das Eleições (CTE)".
O ministro lembra que elas foram "calcadas em acurado estudo técnico realizado por uma equipe de especialistas, para aprimorar a segurança e a transparência do sistema eleitoral, o que ora encontra-se em apreciação naquela Comissão". Com Abr
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