Cirurgia robótica cresce na Bahia

Entre os mais de 500 pacientes do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR) submetidos ao tratamento minimamente invasivo auxiliado por robô em Salvador, 20 são crianças que se beneficiaram dos diferenciais da modalidade cirúrgica, tais como menor risco de sangramento, infecção e dor.

A recuperação é mais rápida e é necessário menor tempo de internação. Como a tecnologia representa um dos maiores avanços da medicina contemporânea, muitos pais têm buscado informações sobre a cirurgia robótica, atualmente realizada em três grandes hospitais da capital baiana.

A tendência natural, acreditam especialistas, é que na pediatria, como já acontece entre os adultos, a técnica robótica seja utilizada com frequência cada vez maior. Um dos pequenos pacientes submetidos à cirurgia robô-assistida em Salvador foi Cauã Calasans (4 anos), que precisou ser operado.

Ele se trata de uma anomalia congênita chamada de hidronefrose neonatal. A administradora Mariana Calasans, sua mãe, descobriu a doença antes mesmo do nascimento. A pediatra consultada após o parto acreditava que a doença poderia regredir naturalmente após o nascimento.

Porém, quando o menino completou três anos, uma ultrassonografia de rotina revelou que a dilatação dos seus rins tinha evoluído do grau um para o três. Após consulta com urologista pediátrico e realização de diversos exames, o especialista explicou que uma cirurgia seria necessária.

Ao se informar sobre os diferenciais da cirurgia robótica, a família de Cauã optou pelo procedimento, que durou cerca de uma hora. O menino teve alta no dia seguinte. Segundo o diretor do núcleo de urologia do IBCR, Leonardo Calazans, quando os pais ficam sabendo das vantagens, optaram pela modalidade.

“O avanço exponencial da tecnologia no mundo inteiro, acompanhado no Brasil e na Bahia, sem dúvida alguma incluirá a pediatria”, declarou o cirurgião. O especialista disse que a velocidade com que a técnica robótica tem evoluído “assusta” até os profissionais mais atualizados e experientes.

A ferramenta, utilizada principalmente no tratamento de câncer, funciona através de um console e joystick com uma série de recursos, como visão tridimensional (3D) e mais nítida, ampliada em 10 vezes quando comparada à cirurgia convencional aberta. Outro diferencial é o filtro de tremor das mãos do cirurgião.

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