Ruas de Ilhéus estão cheias de lixo
Lixo. Montanhas de lixo. É assim que o ilheense e os turistas têm encontrado as ruas de Ilhéus, onde a Prefeitura deixou o contrato com a empresa CTA, que fazia a coleta, expirar sem ter aberto licitação para a continuidade dos serviços. Ela sabia há meses quando o contrato encerraria.
O caos, os riscos à saúde pública, o mau cheiro, o vexame diante dos visitantes não é uma novidade. Já tinha acontecido quando o prefeito Mário Alexandre Souza contratou a própria CTA, sem licitação, alegando emergência. Novamente, usará a "emergência" que pode ser prevista desde o ano passado.
Já são duas semanas sem coleta do lixo, que se acumula na frente das casas, nas ruas, nas atrações turísticas da cidade. O prefeito decretou "situação de emergência" na Secretaria de Serviços Urbanos para fazer o novo contrato sem concorrência pública mais uma vez.
A Prefeitura alega que foi obrigada a suspender a licitação nº 001281/2019 por determinação da Justiça e não pode renovar o contrato da CTA Empreendimentos. Porém, ela sabia há semanas que a licitação seria suspensa judicialmente, por conta das várias irregularidades que a imprensa já tinha noticiado.
Segundo o Executivo, neste período "a Secsurb está realizando a coleta com sua equipe de servidores e sua frota de veículos e equipamentos". Porém as ruas continuam sob o lixo. “Apesar de todos os esforços de nossa equipe, sabemos que a eficácia não corresponde a de uma empresa especializada", confessa uma nota oficial.
Depois ela empurra para o cidadão a responsabilidade da Prefeitura ao pedir "a compreensão da população para colaborar conosco reduzindo a frequência em que coloca seus resíduos em sua porta", ou seja, que as pessoas guardem o lixo dentro de casa.
"Apesar de não podermos afirmar com precisão a data de encerramento do certame licitatório, acreditamos que dentro de mais ou menos uma semana já estaremos sob a vigência de um contrato regular". A nota mostra falta de planejamento e amadorismo ao não saber os prazos da própria administração.
Em março de 2019, a Prefeitura de Ilhéus contratou a CTA Empreendimentos também depois de decretar "estado de emergência" para fugir da licitação. O contrato é investigado pelo Ministério Público e já resultou em punições do Tribunal de Contas dos Municípios, por superfaturamento e de direcionamento.
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