Isolamento piorou mortes de coração
As mortes por doenças cardíacas aumentaram 7% nos seis primeiros meses de 2021 e consolidam os males do coração como os mais fatais. De acordo com dados da Arpen-Brasil, divulgados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, de janeiro a julho mais de 150 mil brasileiros morreram devido a doenças cardiovasculares.
No mesmo período de 2020, os óbitos somaram pouco mais de 140 mil. O levantamento aponta o colesterol LDL – lipoproteína de baixa densidade ou colesterol “ruim” – como o principal fator das doenças cardíacas porque, em exagero no organismo (acima de 130 mg/dl), pode entupir as artérias.
“Controlar as taxas de gordura no sangue é fundamental para reduzir os riscos que levam às doenças do coração e que, na maioria das vezes, agem de maneira silenciosa”, alerta José Francisco Kerr Saraiva, diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC.
Até terça-feira, o Cardiômetro da SBC registrava mais de 283 mil mortes por doenças cardiovasculares no Brasil e a pandemia da Covid-19 pode ter influenciado em parte. Isso porque, no período de isolamento, as pessoas tiveram dificuldade para seguir os tratamentos, fazer exames e visitas de rotina aos especialistas.
O empresário do Agronegócio, José Carlos Carneiro, 53 anos, conta que foi diagnosticado com obstrução das artérias do coração durante o início da pandemia, em 2020. Ele precisava fazer uso de dois stents (tubo expansível usado para desobstruir veias entupidas) e fez o procedimento para o primeiro em outubro.
No entanto, a fase crítica da pandemia chegou no período de recuperação, no início de 2021 e, segundo ele, foram dias complicados. O empresário de Anápolis (GO) ainda aguarda o último procedimento para uso de stent. “Eu precisava voltar ao hospital para fazer consultas e, por causa da Covid, nem para consulta o médico me atendia”.
A pandemia, bem como as medidas de isolamento social, podem ter cooperado para a diminuição das práticas esportivas entre os cardíacos que, aliás, e a exemplo de todas as pessoas que enfrentam o coronavírus, estiveram mais frágeis para quadros psicológicos graves, como ansiedades e depressões. Com Brasil 61
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