Consórcio Nordeste emite nota inútil

O Consórcio Nordeste, formado por governadores de oposição à Presidência da República, emitiu uma nota sobre a compra fraudada de respiradores que não explica nada e sequer se defende das acusações. Os respiradores foram comprados em duas empresas sem qualquer relação com o equipamento.

Uma delas, a Hempcare, fabrica produtos à base de maconha e subcontrataria outra, também sem experiência no ramo. O Consórcio pagou R$ 44 milhões antecipados e não recebeu nenhum respirador. O caso é investigado pela Polícia Federal, com denúncia de pedido de propina por parte do ex-chefe da Casa Civil da Bahia, Bruno Dausler.

Leia mais sobre as investigações nesta página e nesta outra.

A nota do Consórcio Nordeste, ao invés de explicar o caso, acusa o presidente Bolsonaro por "flagrante e notória falta de coordenação nacional", e afirma que as "responsabilidades das autoridades federais estão sendo apuradas no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado Federal".

Em seguida diz que, desde o início da pandemia, "evidencia-se a diferença da atuação dos governadores do Nordeste, priorizando a adoção de medidas com base nas melhores evidências científicas", apesar de eles terem adotado medidas sem qualquer estudo que comprove sua eficácia, como o fechamento de escolas e o lockdown.

A nota ainda incorre em desonestidade, ao afirmar que os estados ampliaram "a capacidade de oferta de leitos de UTI, visando impedir o colapso da rede hospitalar", omitindo que todos os leitos de UTI são pagos e autorizados pelo Governo Federal, que investiu alguns bilhões de reais para isso.

Chama a atenção que, nas reuniões do grupo, os governadores não mantém distanciamento nem usam máscara facial, contrariando as regras que impõem aos cidadãos de seus estados. Vários deles liberaram e participaram de passeatas, sem máscara, nas eleições de 2020, como Rui Costa (PT), nas da candidata petista à prefeitura de Salvador.

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