Prefeitura expõe sucatas da ex-gestão
A prefeita de Conceição do Jacuípe, Tânia Yoshida (PSD), suspendeu todas as obras e contratos da gestão anterior por 30 dias, com exceção da reforma do Hospital Antônio Carlos Magalhães. A razão foi o número excessivo de irregularidades encontradas.
Uma ação didática foi expor todos os veículos da prefeitura que estão em péssimas condições de uso na praça Matriz do município. As sucatas são 40% da frota. Os carros sem peças, ônibus escolar com pneus carecas, sem bateria e faltando estepe; e o maquinário destruído ficarão expostos por uma semana.
Tânia lamenta a atitude da ex-prefeita Normélia Correia, "que sonegou informações sobre a situação administrativa do município e se negou inclusive a cumprir os trâmites normais de transição de governo". A prefeita constituiu uma comissão investigativa de servidores municipais para levantar a real situação do município.
"São pessoas que estão comprometidas à continuidade e à supremacia do serviço público e os direitos básicos do cidadão". Foi registrada uma ocorrência policial e determinada a abertura de licitações para a continuidade dos serviços públicos, além do recadastramento de todos os servidores.
Segundo Yoshida, a administração anterior, além de não ter cumprido nenhuma das ações acordadas com a equipe de transição, como entregar relatório sobre as obras em andamento, não autorizou a visita e inspeção aos órgãos da administração, entregou os prédios e equipamentos sucateados e sem condições de uso.
"Para se ter a ideia do descaso, a ex-prefeita só entregou as chaves da prefeitura na portaria, no dia 1, sem qualquer identificação". Os computadores foram encontrados sem HD, muitos softwares administrativos foram roubados, equipamentos como cadeiras, mesas e armários destruídos.
No Hospital ACM a área de exames de raios X estava sem iluminação, a cozinha desativada, funcionando em uma escola distante; o Centro de Tratamento da Covid-19 em local improvisado, o centro cirúrgico fechado, a farmácia desabastecida e nenhum equipamentos pessoal de segurança (EPI).
Quando deixou o governo 9 anos atrás, para a ex-prefeita, Tânia facilitou a transição. A prefeita disse que prestou todas as informações, deixou medicamentos e alimentação nos hospitais e postos de saúde para 30 dias, a escala administrativa, o patrimônio público intocado.
“Na ocasião, permitimos a realização de vistorias em todos os órgãos da administração municipal, disponibilizamos toda a documentação, e os PSFs em perfeito estado, abastecidos de todas as medicações necessárias ao funcionamento”, conclui Tânia. Reportagem de Paulo Amancio para A Região.
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