Ministra nega domiciliar para Lígia
A ministra Rosa Weber, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido de prisão domiciliar feito pela desembargadora Lígia Maria Ramos Cunha Lima, do Tribunal de Justiça da Bahia. Ela foi presa na Operação Faroeste por venda de sentenças e corrupção.
Lígia está presa num batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal desde 14 de dezembro. A defesa alegou ausência dos requisitos para a prisão preventiva, decretada pelo STJ, que ela está em “delicado estado pós-operatório" e que tem a saúde debilitada.
Rosa Weber afirmou que a investigação, apoiada em documentos e depoimentos, mostra que a desembargadora exercia papel de destaque no esquema criminoso e que há prova de que ela descumpriu a ordem de afastamento da função, tentando contato com uma testemunha, sua assessora direta.
Segundo a ministra, no decreto de prisão, o STJ atribui a Lígia Lima a destruição de evidências e tentativas de intimidar testemunhas. Houve apreensão de documentos sigilosos em poder da desembargadora, movimentação financeira incompatível com o patrimônio dela e dos filhos.
Em relação ao estado de saúde, Weber observou que Lígia está em isolamento, em local composto por dois cômodos, com banheiro equipado com chuveiro elétrico, vaso sanitário e pia, e o sistema prisional local dispõe de protocolos para a prevenção da covid-19. Com informações do R7.
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