Itabuna e Ilhéus ficam sem pediatria
Se existe uma coisa em comum entre Itabuna e Ilhéus, as duas maiores cidades do sul da Bahia, é o caos no atendimento de gestantes e crianças. Em Itabuna, o problema está concentrado na Fundação Fernando Gomes e sua Maternidade Esther Gomes, que pertencem ao ex-prefeito.
Assim que ele deixou o cargo, avisou a Secretaria de Saúde sobre a herança que estava deixando no setor, com falta de médicos para os plantões. O problema foi gerado por outro, o atraso constante de salários, apesar de ter sua verba aumentada pelo prefeito-dono em 2020.
Segundo a Fundação, a maternidade ficou sem pediatra de plantão durante o feriadão de reveillon, quando o ex-prefeito já tinha mudado de volta para Vitória da Conquista, antes mesmo de terminar o mandato. A MEG também está sem ginecologista até o dia 7, apesar de atender 120 municípios pactuados.
A situação em Ilhéus é semelhante e já obrigou o Ministério Público estadual a entrar com uma ação para garantir o atendimento no único hospital pediátrico da cidade, a Maternidade Santa Helena, da Santa Casa de Misericórdia local. A justiça acatou a ação e ordenou que a Prefeitura e a SCI tomem providências imediatas.
As duas tiveram 24 horas para garantir o funcionamento da pediatria e da neonatologia da maternidade, sob multa de R$ 800 por dia de descumprimento. Sem receber salários, os neonatologistas avisaram a SCI que deixariam de prestar o serviço no dia 1º de janeiro. O MPE abriu inquérito e apura as responsabilidades.
Nesta segunda à tarde, um acordo foi fechado e os salários pagos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o atendimento será retomado a partir desta terça-feira (5).
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