Falso cônsul acabou preso no Piaui

O falso cônsul da Guiné Bissau, Adailton Maturino, que já é réu nos processos sobre a venda de sentenças e fraude com terras no oeste baiano, se complicou ainda mais. Ele foi acusado de associação criminosa e corrupção ativa e foi preso por ordem do juiz Carlos Hamilton Bezerra, da 1ª Vara Criminal de Teresina.

Segundo a decisão, Maturino subornou uma zeladora do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) para furtar um processo administrativo que tramitava na Corregedoria. Para o juiz, existem provas de sobra e elas são incontestáveis. Adailton já estava preso na Papuda, em Brasília, por ordem do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em novembro de 2014, Adailton e dois advogados foram presos por pagar propina à faxineira em troca de um processo administrativo que comunicava irregularidades em um procedimento tramitando na 2ª Vara Cível de Teresina. As prisões foram convertidas em preventivas em 21 de novembro daquele ano.

Maturino conseguiu um habeas corpus e foi solto em 16 de dezembro de 2014 pelo juiz Luiz de Moura Correia, da Central de Flagrantes. Ele assumiu o compromisso de não sair de Teresina ou mudar de endereço sem avisar antes. Quatro anos depois, Adailton voltou a Teresina para ser homenageado pela Câmara.

Ele recebeu um título de Cidadão Teresinense, de autoria do vereador Aluísio Sampaio (Progressista), “pela especial atenção que tem dispensado à cidade de Teresina, envidando esforços no sentido de instalar o Consulado de Guiné Bissau”. Depois da prisão de Maturino, o vereador revogou o título.

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