Estado ganhou 56 mil doadores de sangue
A intensa divulgação pela imprensa da falta de sangue no estado sensibilizou a população e a Bahia ganhou 56.517 novos doadores em 2020. “Não imaginávamos o quanto a pandemia poderia sensibilizar as pessoas à doação de sangue”, diz Fernando Araújo, diretor da Hemoba.
Deste total, 41.302 doaram sangue pela primeira vez e se somam aos doadores fidelizados para chegar ao total de 106.451 voluntários, além de mais de 8 mil novos cadastros de doadores de medula óssea. Mesmo com tanta gente se sensibilizando, houve uma queda de 10% na doação de sangue.
A boa notícia foi o aumento na doação de plaquetas, com 544 em 2020 contra 475 do ano anterior. Com estas plaquetas, o Hemoba conseguiu produzir mais de 103 mil bolsas de sangue e 270.346 de hemocomponentes. Segundo Araújo, os dados refletem os esforços de projetos elaborados pela Hemoba durante a pandemia.
“No começo caímos quase 40%. Apesar dos doadores fidelizados saberem da importância da doação e realizarem com frequência, era essencial a presença de novos doadores para conseguirmos atender a demanda transfusional do estado”, afirma.
Em 2020, a Fundação Hemoba deu início ao projeto Hora Marcada, com agendamento das doações de sangue por telefone e pela internet; ao projeto Hemoba em Casa, com coletas dentro de condomínios de Salvador e região, e à coleta itinerante nos shoppings Salvador Norte Shopping e Salvador Shopping.
Além disso houve campanhas grandes com corporações como a Polícia Militar, o Comando Conjunto Bahia, o Corpo de Bombeiros, parcerias com diversas empresas e instituições. A coleta itinerante, que inclui as unidades móveis e nos shoppings de Salvador, representou 5.442 doações em 2020.
A estudante de biomedicina Ingrid Moura, de 19 anos, começou a doar esse ano motivada pela abertura da unidade de coleta do Salvador Shopping. “Eu moro no Imbuí e sou O+. Então quando soube da necessidade da Hemoba e da facilidade do acesso ao shopping, não pensei duas vezes. Eu gosto de poder fazer um pouco pelas pessoas”.
Segundo o diretor da Hemoba, os doadores fidelizados “evitaram um colapso na saúde pública do estado no primeiro momento”, porque mantiveram a constância nas doações, mesmo com o isolamento social. “Sem as doações de sangue fica mais difícil sustentar demandas de cirurgias eletivas, urgências e emergências".
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