Escolas infantis correm o risco de fechar
As escolas de ensino infantil foram à Câmara de Ilhéus pedir ajuda. Em reunião na segunda-feira com o presidente Jerbson Moraes, os diretores mostraram a situação crítica do setor. O grupo representa mais de 30 escolas e assegura que 70% delas, especialmente as pequenas e médias, podem fechar as portas por falta de alunos.
Por causa da pandemia, as matrículas deste ano caíram a quase zero se comparadas aos anos anteriores. Os dirigentes destacam que os prejuízos não são unicamente financeiros. "São dos próprios alunos, de zero a cinco anos, que estão em casa sem acompanhamento pedagógico, já que a formação remota não é possível para esta faixa etária e nem é recomendado pelo Conselho Municipal de Educação”, explica Eliana Lang, diretora do Colégio Ideal.
Os dirigentes das escolas dizem que elas estão preparadas para atender a todas as exigências sanitárias para funcionar neste semestre de forma híbrida, com parte da turma em casa em aulas remotas e outra nas salas de aula, em número reduzido.
As escolas sugeram salas com 7 crianças ao invés das 15 que normalmente estudam em cada uma. A segunda sugestão é oferecer às famílias grupos fixos em casa com aulas remotas para quem quiser, outros em sala de aula se for esta a opção. “O que queremos e precisamos é ser ouvidos”, destaca a orientadora educacional Jamile Barreto.
Para Jerbson Moraes, a educação infantil precisa ser tratada de forma diferenciada, por sua importância na formação da criança. Ele defende a flexibilização, em razão do prejuízos que a falta de contato destas crianças com a escola pode proporcionar, com resultados que podem ser irreversíveis na formação do estudante.
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