Educação da Bahia pode afundar de vez
Na terça-feira, promotores baianos se reuniram com as secretarias de Educação e de Saúde da Bahia para discutir os planos sanitário e pedagógico para a retomada das aulas no estado. Na quarta, o Ministério Público da Bahia encaminhou ofícios à SEC e à Sesab solicitando informações pendentes.
No caso de retomada das aulas presenciais, ainda que em formato híbrido, o MP solicitou à SEC a relação das escolas que já estão ajustadas fisicamente para o retorno, separadas por município. Também pediu o planejamento para atender alunos das escolas que não foram adaptadas.
A Educação da Bahia, que já é a segunda pior do país, pode chegar a níveis negativos impensáveis. Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas, encomendada pela Fundação Lemann, mostra que a educação brasileira pode retroceder até 4 anos nos níveis de aprendizagem devido à suspensão das aulas presenciais na pandemia.
Esse é considerado o pior cenário, em que os estudantes não teriam aprendido nada durante as aulas online. O impacto é maior entre negros e alunos com mães que não concluíram o fundamental. O prejuízo será de perda de 4 anos em Português e de 3 anos em matemática para alunos do 5º ao 9º ano do fundamental.
Em uma estimativa intermediária, os alunos acabariam com o mesmo nivel de conhecimento de três anos atrás. Mesmo no cenário otimista, em que os alunos teriam aprendido por aulas remotas tanto quanto aprendem no presencial, a educação também pode ter perdido três anos em língua portuguesa.
O estudo mostra que tanto alunos dos anos finais do fundamental quanto os do ensino médio podem ter deixado de aprender o equivalente a 72% das matérias de um ano típico, seja em língua portuguesa ou matemática, considerando o pior cenário. No intermediário, o percentual ficou em 34% e 33%.
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