Delator confirma propina para Wagner
O empresário Mário Suarez, um dos donos da empreiteira baiana Mendes Pinto Engenharia (MPE), confirmou em seu depoimento à Justiça Federal, em Curitiba, a entrega de dinheiro de propina a Carlos Daltro, ex-funcionário da OAS apontado como "o caixa" do senador Jaques Wagner.
Wagner foi governador da Bahia, ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff e é senador pelo PT. Segundo Suarez, o dinheiro era parte de um acerto de R$ 9,6 milhões envolvendo a construção da sede da Petrobras em Salvador, assinado no fim do segundo mandato de Lula.
O esquema envolveu as empreiteiras OAS e Odebrecht, além de dirigentes petistas da Petrobras e da Petros, o fundo de pensão dos servidores da estatal. Suarez diz que foram entregues R$ 2 milhões ao ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para usar na campanha de Dilma Rousseff em 2010.
Esta parte era o terço da propina destinado ao comitê nacional do PT. Outro terço foi para os operadores da Petrobras e do Petros; e o restante para o PT da Bahia, controlado por Wagner. O delator diz que Daltro era o intermediário de Wagner, que tem outros problemas na Justiça.
Em 2018 a Polícia Federal indiciou o ex-governador da Bahia por suspeita de receber R$ 82 milhões em propina do consórcio responsável pelas obras da arena Fonte Nova, em Salvador. Na época, a PF fez buscas e apreensões nos endereços de Wagner e de Carlos Daltro.
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