Santa Casa acusa Prefeitura de calote
A Santa Casa de Misericórdia de Itabuna deu sua versão da suspensão dos serviços de oncologia nos hospitais do grupo. Segundo uma nota oficial, o equipamento usado no setor está quebrado e a Prefeitura de Itabuna não pagou uma dívida de R$ 3,9 milhões com a instituição.
Este é o valor apenas da atual gestãso do prefeito Fernando Gomes, mas de 2008 a 2016 a Prefeitura deixou de pagar, segundo a Santa Casa, mais de R$ 30 milhões. A quantia atual, de R$ 3.965.595, é referente a serviços não só no hospital Calisto Midlej Filho, como no São Lucas.
A nota é uma resposta ao secretário de Saúde local, Uildson Nascimento, que aelgou não haver nenhuma dívida da Prefeitura com a Santa Casa, aumentando a tensão entre a entidade e o Executivo. O prefeito Fernando Gomes já tinha cancelado o contrato de pediatria com o Hospital Manoel Novaes.
Ele transferiu o atendimento para a Maternidade Ester Gomes, de sua propriedade, mesmo sem o local ter equipamentos nem equipes especializadas para o serviço. Depois de muitas críticas e a falência do atendimento pediátrico na cidade, o secretário estadual, Fábio Vilas-Boas, prometeu reverter a transferência.
Nesta semana o Ministério Público abriu uma ação civil pública contra o Município de Itabuna e o Governo do Estado por não fornecer aos pacientes com câncer os remédios, as cirurgias e o tratamento de quimioterapia a que eles têm direito pelo SUS.
A ação diz que Estado e Prefeitura também não estão agendando os procedimentos de retossigmoidectomia e de laparotomia diagnóstica (colectomia oncológica). Patrick pede que a Justiça intime Prefeitura e Estado a normalizar o atendimento oncológico em até 15 dias.






