Registro desmente matéria da Globo
O vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, divulgou em sua conta no twitter um vídeo mostrando que, no sistema informatizado do condomínio, ao contrário do depoimento do porteiro, não há registro de qualquer ligação de interfone feita para a casa de Jair Bolsonaro sobre a visita de um envolvido no caso Marielle.
“A Globo, sabendo dos fatos e podendo esclarecê-los, preferiu levantar suspeitas contra o Presidente e alimentar narrativas criminosas”, escreveu Carlos em sua página no Twitter. Ele aparece no vídeo com a tela do computador da administração do condomínio na Barra da Tijuca, onde fica a casa da família.
Carlos também reside ali, por isso teve acesso ao computador, que grava todas as ligações de interfone. Ele inclusive exibiu o áudio para mostrar que a voz não é a do presidente. No vídeo, Carlos aponta as anotações da visitação, arquivadas no computador.
“Um simples acesso aos registros internos do condomínio mostra que no dia alegado nenhuma solicitação de entrada foi feita para a casa 58”, a do presidente. Nesse dia, às 17h13, há apenas um registro de ligação de interfone, para a casa nº 65, de Ronny Lessa, um dos suspeitos do crime.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, solicitou ao procurador-geral da República Augusto Aras a instauração de uma investigação conjunta com a Polícia Federal para apurar detalhes sobre o depoimento do porteiro do Condomínio Vivendas da Barra, aonde mora o presidente Jair Bolsonaro.
A promotora Simone Sibilio, do Ministério Público do Rio de Janeiro, afirmou em entrevista, na tarde desta quarta-feira, 30, que o porteiro que cita Jair Bolsonaro em seu depoimento mentiu ou que se enganou. Reiterou que o depoimento dele não bate com a prova técnica, que comprovou que é a voz de Lessa que autoriza a entrada.
Aras afirmou que o Supremo Tribunal Federal e a PGR já arquivaram informações sobre a suspeita de que um dos supostos assassinos da vereadora Marielle Franco citou o nome do presidente Jair Bolsonaro para entrar no condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, pouco antes de cometer o crime.
Aras classificou a divulgação do episódio como um “factoide”. Veja o video da portaria.






