Prédio de Ilhéus também pode cair
Moradores de um dos blocos do residencial São Jorge, na zona sul de Ilhéus, estão apavorados. O prédio está tomado por rachaduras e, por conta disso, eles temem que a estrutura desabe, como aconteceu com o edifício Andrea, em Fortaleza, que deixou 6 mortos e 4 desaparecidos.
Os moradores dizem dormir com as portas entreabertas, para facilitar a fuga. Há casos em que usam esparadrapo para medir o avanço das fendas nas paredes, como forma de acompanhar a evolução do problema. Os moradores acionaram a Justiça há três anos, mas nada foi resolvido.
A demora da Justiça, a omissão da Caixa e da construtora Módulo só faz com que a situação se torne ainda mais desesperadora para quem investiu suas economias na aquisição da casa própria pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR). "Vão esperar cair e matar um monte de gente para resolver?" quiestiona uma moradora.
O condomínio tem 13 blocos e foi erguido há cerca de 10 anos. Os moradores do prédio com rachaduras, que tem 16 apartamentos, dizem que os problemas começaram há 5 anos. A construtora Módulo disse que, assim como a Caixa, já apresentou defesa sobre o processo do condomínio e aguarda decisão da Justiça.
Afirma que um perito da Caixa esteve no local e, no laudo, diz que a responsabilidade pelas rachaduras é dos moradores, que teriam quebrado uma parede para a instalação de um ar-condicionado. A construtora completa que um perito da Justiça foi nomeado para uma nova perícia no local, mas ainda não há data marcada.
Enquanto isso, os moradores dependem só da sorte para não morrer ou perder tudo o que possuem.






