PMs amotinados são presos por tiroteio
Quatro policiais militares autores de ataques terroristas e ligados ao movimento que busca implantar um motim comandado pela Aspra foram interceptados, na noite de quinta-feira (10), após atacar dois ônibus em Salvador. O caso ocorreu na Avenida Suburbana, no bairro de Itacaranha.
Equipes da Operação Gemeos patrulhavam a área quando ouviram disparos. As guarnições flagraram dois carros em tentativa de fuga, depois de atravessar coletivos na pista. Durante a aproximação e voz de prisão, o quarteto de vândalos atirou nos PMs da Gemeos.
Houve confronto e o policial militar Anselmo Souza dos Prazeres, lotado na 18ª CIPM (Periperi) e ligado à Aspra, que promove o motim, acabou ferido. Ele foi socorrido no Hospital do Subúrbio, onde está custodiado. A Assembleia Legislativa tentou ouvir o ex-PM Prisco sobre o motim que ele promove.
Ele entregou uma lista de exigências para interromper o motim, que tem adesão baixíssima porém violenta. ele esperava que a Alba montasse uma "mesa de negociações" e se irritou quando não conseguiu. Prisco saiu da sala transtornado por ser contrariado.
A secretária de Relações Institucionais, Cibele Carvalho, enviada pelo Governo do Estado, deixou claro que não haverá negociação com Prisco. O movimento do ex-PM, hoje deputado, é ilegal sob qualquer prisma. A Constituição Federal proíbe a formação de associações de policiais, como a Aspra.
Além disso, é clara ao proibir greves e paralizações no meio policial, considerando este tipo de movimento como motim. Prisco foi preso em 2014 por promover um motim violento, que gerou prejuízo de milhões de reais ao estado e custou muitas vidas.
Ele foi proibido pela Justiça Federal de ter contato com diretores das associações, inclusive da Aspra, e de frequentar quartéis. Prisco recorreu, perdeu no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas continua tentando gerar motins na PM e comandando a Aspra.






