PM amortinado vai permanecer preso
O soldado PM Anselmo Sousa dos Prazeres (foto) teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça. Ligado à Aspra e autor de ataques contra dois ônibus em Salvador, além de atravessar os coletivos na Avenida Suburbana, ele atirou contra guarnições da Operação Gemeos, da própria corporação.
Na decisão, a Justiça aceitou os pedidos da Corregedoria da Polícia Militar e do Ministério Público da Bahia solicitando restrição da liberdade. "Tais atos demonstram a periculosidade do acusado e a necessidade do seu encarceramento", disse o juiz.
Anselmo ficará custodiado no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em uma área destinada a militares. O secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, afirmou que 17 policiais militares que estavam na sede da Aspra foram encaminhados à Corregedoria da PM para apurar seu envolvimento com os ataques.
No local, também havia nove civis, que serão ouvidos pela Polícia Civil. Além disso, foram achados chips de telefonia celular, tickets de combustível com carimbos da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e um veículo que só deveria ser usado em serviços da Casa, com R$ 5 mil em espécie.
Barbosa afirmou que as irregularidades serão apuradas. “Não posso atestar qualquer tipo de irregularidade até que a parte contrária se explique. O que se pode dizer é que é uma situação suspeita”. Os envolvidos nos ataques podem ser imputados por diversos crimes previstos no Código Penal Militar.
“Tenham a certeza de que, além da perda do cargo, o Código prevê prisão e uma série de consequências jurídicas mais gravosas do que se fosse um civil cometendo esses mesmos crimes”, afirmou Barbosa. Na avaliação do secretário, “não há mais espaço” para dúvidas sobre a normalidade da atuação policial.
“Quanto mais se reverbera a dúvida se a polícia está ou não está em greve, mais facilita quem está querendo promover a situação de caos social. Quanto mais a gente bate nessa tecla, mais a gente volta a dar ensejo a áudios e fake news que promovem um clima de intranquilidade”, declarou.






