MPF apura uma nova corrupção do PT
O Ministério Público Federal em São Paulo e a Polícia Federal investigam vazamentos de reuniões do Copom, ocorridos em 2010, 2011 e 2012, inseridos em contexto de obtenção de vantagens ilícitas mútuas entre banqueiro e agentes públicos do alto escalão do governo federal.
A deflagração da operação “Estrela Cadente” ocorreu nesta quinta-feira (3), contra crimes de corrupção ativa e passiva, informação privilegiada e lavagem de dinheiro. A investigação foi instaurada a partir de colaboração premiada de Antônio Palocci.
Ela apura o fornecimento de informações sigilosas sobre alterações na taxa de juros SELIC, por parte da cúpula do Ministério da Fazenda e do Banco Central, em favor de um fundo de investimento administrado pelo BTG PACTUAL que, com elas, teria obtido lucros extraordinários de dezenas de milhões de reais.
É investigada a possível prática, entre outros, dos crimes tipificados nos artigos 317 (corrupção passiva) e 333 (corrupção ativa), ambos do Código Penal, art. 27-D, da Lei n° 6.385/76 (informação privilegiada), bem como o art. 1°, da Lei nº 9.613/98 (lavagem e ocultação de ativos).
Na operação, está sendo cumprido um mandado de busca e apreensão, expedido pela Justiça Federal de São Paulo, no endereço sede do Banco BTG PACTUAL em São Paulo, para levantamento de novas evidências sobre o caso sob investigação. Os detalhes do inquérito policial seguem sob segredo de justiça.






