Ibama e Inema estudam mais medidas

O Ibama já informou que as barreiras de contenção podem não ter grande eficácia na retenção dos resíduos de óleo, mas o Inema quer analisar a viabilidade de utilizar os equipamentos em, pelo menos, nove estuários do Litoral Norte da Bahia.

Na segunda-feira, ambos os órgãos, junto com a Marinha, a Petrobras e a organização internacional ITOPF - especializada em derramamento de óleo, começaram as visitas técnicas para saber quais procedimentos podem ser utilizados nos estuários.

As análises devem se encerrar nesta quarta. A equipe faz uma varredura do petróleo cru na região entre Salvador e a divisa com Sergipe. Para o diretor de Águas do Inema, Eduardo Topázio, é necessário utilizar o critério da precaução e tomar novas medidas para conter o avanço dos resíduos, em especial nas áreas de mangue.

O superintendente do Ibama, Rodrigo Alves, disse que a vistoria vai analisar quais medidas podem ser tomadas para além da limpeza dos mangues. “Se tivermos conclusão do que pode ser feito, as medidas podem ser adotadas em outras localidades”. Ele ressaltou que esta é apenas a primeira visita.

Ainda sob uma névoa de mistério quanto às características do material, já dito como tóxico pelos cientistas, o Inema encomendou ao Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Ceped) um estudo para identificar a presença dos hidrocarbonetos na água do mar.

O prazo para os resultados não foi informado. O que se sabe é que rios e praias destinados ao lazer humano são considerados impróprios para banho sempre que for identificada a presença de óleos, graxas e outras substâncias capazes de oferecer riscos à saúde.

11:32 PM  |  


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