Geddel condenado a 14 anos de cadeia

Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça (22) o ex-ministro Geddel Vieira Lima e seu irmão, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima, por lavagem de dinheiro no caso relacionado aos R$ 51 milhões em espécie encontrados em um apartamento na capital baiana em 2017.

Geddel já está preso há dois anos. Votaram pela condenação os ministros Edson Fachin, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ex-ministro de Lula e Temer, Geddel foi condenado a 14 anos e 10 meses de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Lúcio recebeu pena de 10 anos e 6 meses de prisão. Geddel deve continuar preso em função da condenação e ainda pagar R$ 1,6 milhão como pena pecuniária pela condenação. Lúcio, que responde em liberdade, também foi condenado ao pagamento de R$ 908 mil. Cabe recurso contra a decisão no próprio Supremo.

A pena de lavagem foi definida por unanimidade pelos ministros. No caso da associação criminosa, os ministros Edson Fachin, Celso de Mello e Cármen Lúcia votaram pela condenação, enquanto Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski se manifestaram pela absolvição.

A denúncia contra Geddel e Lúcio foi apresentada ao STF pela ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge. Na acusação, Dodge sustentou que o dinheiro apreendido seria proveniente de esquemas de corrupção na Caixa Econômica Federal investigados em outras ações penais.

Geddel foi vice-presidente do banco na gestão de Dilma Rousseff. Outra parte teria sido acumulada por Lúcio Vieira Lima, que teria se apropriado de parte do salário do ex-assessor parlamentar Job Brandão. Além do dinheiro, mais R$ 12 milhões teriam sido lavados por Geddel e Lúcio através de investimento em imóveis de alto padrão.

No processo, o ex-assessor de Lúcio Vieira, Job Brandão, e o empresário Luiz Fernando Costa Filho, sócio da construtora que recebeu investimentos de Geddel, foram absolvidos das acusações de lavagem e associação. (Abr)

7:25 PM  |  


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