Fachin vota por condenar Geddel e Lúcio

Geddel e seu irmão, o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima, saíram em desvantagem na sessão de terça da segunda turma do Supremo Tribunal Federal. O relator da Ação Penal, Edson Fachin, votou pela condenação do ex-ministro Geddel e seu irmão Lúcio por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A manifestação de Fachin foi feita no julgamento do caso dos R$ 51 milhões em espécie encontrados no apartamento de Salvador em 2017. Pelos fatos, Geddel está preso há dois anos. O ministro também votou pela absolvição do ex-assessor de Lúcio, Job Brandão.

E do empresário Luiz Fernando Costa Filho, sócio de uma construtora que recebeu investimentos de Geddel, por entender que os acusados não tinham conhecimento da origem ilícita dos recursos movimentados e que o ex-assessor era apenas um cumpridor de ordens.

Fachin analisou as provas obtidas pela Polícia Federal. Segundo o ministro, peritos encontraram fragmentos das digitais de Geddel e Job nos sacos de dinheiro que estavam no apartamento. Além disso, o doleiro Lúcio Funaro relatou e comprovou em depoimentos que fez entregas de propina, em espécie, a Geddel.

De acordo com o delator, o repasse de propina foi de R$ 20 milhões entre 2012 e 2015, quando o ex-deputado era vice-presidente da Caixa. Os repasses ocorriam em troca da liberação de empréstimos a empresas e ocorreram em hotéis, hangares de táxi-aéreo e no escritório de Funaro, em São Paulo.

Sobre a conduta de Lúcio, Fachin disse que o irmão de Geddel ajudou na lavagem de dinheiro ao investir em empresas da família e no mercado imobiliário para ocultar valores de propina. Após o voto de Edson Fachin, a sessão da Segunda Turma do STF foi suspensa e será retomada na próxima terça-feira.

7:38 PM  |  


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