Cade faz vista grossa a cartel aéreo
Não impressionam o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) os fortes indícios de cartelização no setor aéreo, com preços de passagens coincidentes até nos centavos. Muito bonzinho com as empresas, o Cade não quer ver indícios e nem averiguar a denúncia.
O entendimento do Cade seria engraçado, não fosse trágico: não comprova cartel “a mera constatação de preços idênticos”, apesar de as empresas acertarem preços muito elevados para rotas curtas. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Gol e Azul cobram R$ 1.832,85 pelo voo Ilhéus-Salvador, Latam e Gol cobram R$ 723,57 pelo trecho Brasília-Goiânia. Para o Cade, tudo bem. Na American Airlines (nascida no livre mercado real), o trecho Brasília-Miami sai por R$ 1.512. Na Latam, o menor valor soma R$ 3.141.
Para afirmar que combate cartéis, o Cade cita Varig, Transbrasil e Vasp, que acertaram preços em 1999 e foram “punidas”... cinco anos depois.






