MS comemora aumento de transplantes
O Ministério da Saúde divulgou, nesta sexta-feira (27), balanço sobre a doação de órgãos, tecidos, células e transplantes realizados no país no primeiro semestre em comparação com 2018. Também foi lançada a Campanha Nacional de Incentivo à Doação, com o slogan ‘A vida continua. Doe órgãos. Converse com sua família’.
O balanço apontou crescimento de transplantes mais complexos, ou seja, que são mais difíceis de realizar devido a aspectos como tempo curto entre retirada e implante do órgão, estrutura necessária nos hospitais e equipes especializadas. Os de medula óssea aumentaram 26,8%, de 1.404 para 1.780.
Já os transplantes de coração cresceram 6,3%, passando de 191 para 203. O ministro da Saúde interino, João Gabbardo, assinou portaria que reajusta o valor pago nas soluções de preservação de três órgãos. Estas soluções são usadas para manter a viabilidade das células antes de ser transplantados.
Para a captação de rim e coração o valor passou de R$ 35/litro para R$ 350/litro. Já para pulmão, o reajuste passou de R$ 81/litro para R$ 350/litro. O tamanho do aumento se deve a um fato simples. Esses valores foram definidos em 2007 e nunca sofreram reajuste nos governos passados.
A medida representa impacto financeiro de R$ 3,5 milhões, que serão repassados via Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC) a partir da produção apresentada pelos estados ao Ministério da Saúde. A expectativa é de que o reajuste impacte positivamente no aumento do número de transplantes.
“Nós estamos aqui hoje com uma missão, que é aumentar o número de transplantes e sensibilizar as pessoas para que sejam doadoras de órgãos. E a melhor forma de fazer isso, é dar voz a quem sentiu na pele o que é ser doador e de receber um órgão".
"A campanha que estamos lançando hoje traz esse enfoque. São histórias reais de famílias que passaram por essas duas situações. Além disso, temos trabalhado para melhorar as condições dos hospitais que fazem a captação de órgãos. Com o aumento das famílias sensibilizadas, com certeza vamos diminuir a atual fila de 40 mil pessoas que esperam por um órgão”.
O Brasil manteve o número de transplantes realizados no primeiro semestre de 2019 (13.263) em comparação com o mesmo período de 2018 (13.291). Dez estados apresentaram crescimento: BA, DF, ES, MG, MS, PR, RN, RS, SC e SP. Além dos transplantes de medula óssea e coração, tiveram aumento pâncreas rim (45,7%), de 46 para 67; e pâncreas isolado (26,7%), de 15 para 19. Três estados zeraram a fila de córnea: Pernambuco, Ceará e Paraná.
Com o aumento no número de doadores efetivos, aqueles que iniciaram a cirurgia para a retirada de órgãos com a finalidade de transplante, o Brasil deve fechar 2019 com taxa de 17 doadores efetivos por milhão da população (PMP), ultrapassando a meta do Plano Plurianual do Ministério da Saúde (15). Em números absolutos, o país deve alcançar 3.530 doadores efetivos neste ano.






