Grávida é recusada por maternidade
Familiares da gestante Karoline Matos das Virgens, de 23 anos, fizeram grave denúncia contra a Maternidade Ester Gomes. Grávida de sete meses, ela procurou a unidade por duas vezes, com gestação de risco e sangramento intenso. No entanto, mesmo diante de um caso urgente, a maternidade teria negado o atendimento.
A recepção da Maternidade, inclusive, teria orientado a família a procurar o Hospital Manoel Novaes, mas sequer regulou a gestante. Por isso, Karoline não pode ser atendida pelo SUS, o que obrigou o avô da paciente, Marcelo das Virgens, a arcar com os custos de internação da neta.
Diante da gravidade, a jovem foi submetida a uma cesariana nesta terça-feira, quando sua filha prematura nasceu. O orçamento para partos desse tipo gira em torno de R$ 4 mil. Todo o constrangimento a que Karoline foi submetida é fruto de um impasse entre o Hospital Manoel Novaes e a Prefeitura de Itabuna.
No mês passado, a Secretaria de Saúde decidiu não renovar o contrato com o Novaes, que ficou sem poder continuar o atendimento pelo SUS. Entretanto, a unidade abriu exceção para casos de emergência, desde que a Maternidade Ester Gomes encaminhasse a paciente.
A situação da Maternidade Ester Gomes, que não estaria regulando pacientes de risco, será comunicado ao Ministério Público estadual. Há o caso concreto de Karoline e outros em que as mães chegam pela manhã, são reguladas 22 horas depois ou até no dia seguinte, o que é considerado absurdo e falta de humanidade.
O prefeito transferiu o serviço para a maternidade que pertence à sua família sem que esta tenha equipamentos e equipes adequados para este tipo de atendimento.






