Serviços tem mais clientes inadimplentes
O volume de empresas com contas em atraso e registradas em cadastros de inadimplentes, que vinha desacelerando, voltou a crescer a taxas mais elevadas em junho, segundo dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
A quantidade de pessoas jurídicas negativadas apresentou alta de 4,02% frente a igual período do ano passado. O número é superior que o constatado em maio, que fora de 2,90% e o maior desde março deste ano, quando havia crescido 3,30%.
Na comparação mensal, entre maio e junho deste ano, sem ajuste sazonal, houve uma alta de 1,55%. Trata-se da maior alta mensal desde novembro do ano passado (2,17%). Os dados regionais mostram que o Sudeste lidera o crescimento da inadimplência entre as empresas, com 6,60%.
Entre os segmentos devedores, as altas mais expressivas do número de empresas negativadas foram dos ramos de Serviço, com crescimento de 6,44% no período. Já o setor do Comércio teve alta de 2,03% na quantidade de atrasos, enquanto as indústrias avançaram 1,51%.
Já o setor credor - as empresas que deixaram de receber de outras empresas – o destaque ficou por conta do setor de Serviços, cuja alta foi de 1,77% na quantidade de atrasos. No setor de Comércio, a alta observada foi de 1,60% em junho deste ano contra junho do ano passado. Na Indústria, houve queda de 0,10%.
No geral, 70% das empresas inadimplentes devem para o setor de serviços, que engloba bancos e financeiras. O comércio responde por 17% dos setores credores, enquanto as indústrias por 12%.





