Sem terras atacam turmas da Veracel
Equipes de Vigilância Patrimonial contratadas pela Veracel, empresa produtora de celulose no Extremo-sul da Bahia, foram atacadas por sem terras armados com foices e pedaços de madeira, na zona rural de Eunápolis, na manhã de terça-feira, fato que está sendo investigado pela Polícia Civil.
De acordo com a Veracel, três vigilantes ficaram feridos e seis carros foram incendiados. Os funcionários foram encaminhados para o Hospital Regional, em Eunápolis, onde receberam atendimento e foram posteriormente liberados. O estado de saúde deles é considerado estável.
Além disso, outras três pessoas da empresa prestadora de serviços 'Plantar', também contratada pela Veracel, foram mantidas sob cárcere privado, ameaçadas de morte e forçadas a executar trabalhos de interesse do grupo durante a manhã, sendo liberadas à tarde.
Segundo a empresa produtora de celulose, os trabalhos na região foram suspensos até a Justiça resolver a situação dos moradores, garantir a segurança dos colaboradores e funcionários. A Veracel reivindica na justiça uma área invadida pelos sem terra.
Inconformados, os invasores vivem em clima de tensão com a empresa. De acordo com a assessoria de imprensa da Veracel, a reintegração foi concedida pela justiça no dia 27, com o acompanhamento de funcionários da empresa. O delegado regional de Eunápolis, Moisés Damasceno, disse que imagens serão usadas para identificar os agressores.
A Federação da Agricultura e da Pecuária da Bahia (Faeb) emitiu uma nota de repúdio ao vandalismo cometido contra a Varecel. A Faeb lembrou que a empresa contribui para a geração de empregos na região e reforçou sua "irrestrita solidariedade" aos produtores e sindicatos rurais.
“Essas ações geram insegurança e instabilidade, pioram o ambiente de negócios, dificultando a chegada de novos investimentos tão importantes no cenário atual, de grande desemprego e retomada econômica”, diz um trecho da nota da Faeb, que oficiou o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa.
A entidade cobra do Governo do Estado a garantia da ordem pública e o cumprimento das decisões judiciais, além de "medidas rigorosas na apuração e punição dos suspeitos que participaram do ataque".





