PF apura propinas em Minas e Bahia
A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou na manhã desta quinta-feira (25) a 5ª fase da Operação Descarte, que investiga o uso de uma rede de empresas fantasmas para o pagamento de propina e lavagem de dinheiro.
Na nova fase, batizada de “E o vento levou 2”, agentes cumprem sete mandados de busca e apreensão em três estados: Bahia, São Paulo e em Minas Gerais. Também foi decretada a quebra de sigilo telefônico do ex-governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT).
Os investigadores buscam o destinatário de uma propina de cerca de R$ 40 milhões, movimentada em um projeto de energia elétrica que teve a participação de empresas privadas e da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A ação é baseada na delação do doleiro Alberto Youssef.
Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo. A primeira fase da operação apurava o desvio dinheiro da empresa Cemig Geração e Transmissão, por meio do aporte de R$ 850 milhões na empresa Renova Energia SA, que opera na Bahia.
Depois houve o repasse de parte deste recurso por meio do superfaturamento de um contrato com a empresa Casa dos Ventos e o escoamento dos valores através de sua transferência a várias empresas, segundo as investigações da Polícia Federal.
Em seguida, o dinheiro foi convertido em espécie e distribuído a diversas pessoas. Nesta nova fase, agentes da PF apuram o destino final do dinheiro, cujas provas produzidas até o momento apontam para pessoas e empresas de Minas Gerais e da Bahia.
A fase mais recente dessa operação foi deflagrada em abril, quando foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A prisão de suspeitos chegou a ser requisitada, como a do ex-presidente da Codemig, Oswaldo Borges da Costa, mas negada pela 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo.





