Palocci detalha crimes de Lula e PT
As informações dadas pelo ex-ministro Antonio Palocci à CPI do BNDES, na terça-feira, revelaram a sofisticação do esquema envolvendo a Presidência da República, o BNDES e o repasse de propinas pela Odebrecht ao PT durante todo o governo de Lula, hoje na cadeia por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
De acordo com Palocci, a nota de risco da economia de Angola foi reduzida artificialmente, e por influência do governo Lula, para viabilizar empréstimos ainda mais vultosos do banco de fomento à empreiteira baiana para obras naquele país.
Em números, o ex-ministro revelou que os financiamentos passaram de cerca de R$ 600 milhões para R$ 1 bilhão, aumento de 66,6%, com o PT recebendo cerca de R$ 60 milhões em propinas. As informações levantam suspeitas ainda maiores sobre as razões de a reunião da CPI do BNDES ter sido secreta, sem registro.
Oficialmente, o BNDES nega erros de procedimentos na concessão de linhas de crédito e diz que as decisões "se adequavam à política do governo da época" de internacionalizar empresas brasileiras. A CPI já conseguiu informações sobre irregularidades em empréstimos para obras em Angola, Cuba e Venezuela.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prorrogou os trabalhos da CPI por mais 60 dias. Palocci ainda apontou que as gestões do PT distribuíram para as "empresas amigas" com cerca de R$ 500 bilhões em troca de propinas para Lula e dirigentes do partido.
O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) comentou no Twitter que "enquanto os adeptos dos xingamentos, balbúrdia, cuspideira e maconhaço interpelavam o ministro Moro, Palocci fazia revelações bombásticas sobre Lula e toda a caterva". Ele se referia à sessão onde Moro respondeu sobre os supostos vazamentos de WhatsApp.
Antonio Palocci, segundo o jornal O Globo, reiterou na CPI do BNDES “que repassou R$ 300 milhões da Odebrecht a Lula" no fim do mandato do ex-presidente. "O valor teria sido pago para que o favorecimento da empreiteira continuasse”, contou Palocci, que operou as contas de propinas do PT na empreiteira. (Com Diário do Poder)





