PF investiga elo de bubker com CEF

A Polícia Federal investiga, no âmbito da Operação Tesouro Perdido, o elo entre o bunker dos R$ 51 milhões atribuídos aos irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima e supostos esquemas de corrupção na Caixa Econômica Federal.

Os investigadores apreenderam atas da CEF na casa da mãe do ex-ministro. O documento mostra que a Caixa liberou R$ 5,8 bilhões em créditos a empresas investigadas, sendo R$ 4,4 bilhões para empresas do grupo J&F.

Marluce Quadros Vieira Lima também foi denunciada em dezembro, pela procuradora-geral da República Raquel Dodge. Geddel, Lúcio e o empresário Luiz Fernando Machado Costa Filho são acusados de associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A Procuradoria cobra R$ 51 milhões dos denunciados, mas a PF ainda investiga a origem do dinheiro. Um dos caminhos é o doleiro Lúcio Funaro, que revelou ter levado malas de dinheiro ao emedebista, em voos a Salvador, que totalizaram R$ 20 milhões.

Funaro reconheceu entre os R$ 51 milhões, maços de dinheiro de um banco ligado à J&F. “Lúcio Funaro informou que era exatamente como retirava o dinheiro dos doleiros e repassava para Geddel”, afirmou a PF no relatório.

Funaro reconheceu ainda ter operado propinas a peemedebistas relativos a negócios da CEF. Para a PF, Geddel agia na instituição financeira “para beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecia informações privilegiadas" para a quadrilha. Com Diário do Poder.

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