DPU exige "libras" no IF Baiano

A Defensoria Pública da União ajuizou uma ação civil pública contra o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano) por não dispor de tradutores de libras e estrutura para a formação de 30 alunos com deficiência auditiva.

A ação foi ajuizada na sexta-feira 19. No pedido liminar, a DPU requer a contratação de intérpretes de libras e a capacitação do corpo docente em todas as unidades do IF Baiano para garantir melhores condições de ensino.

O caso chegou até a instituição através dos estudantes do IF Baiano de Serrinha, com deficiência auditiva. Os responsáveis alegam principalmente que os estudantes enfrentam dificuldades em sua formação acadêmica.

Entre os problemas relatados, constatou-se que os estudantes com deficiência auditiva não dispõem de condições que auxiliem diariamente a educação deles nas 8 unidades do IF Baiano.

Segundo a DPU, nos 9 campi (Bom Jesus da Lapa, Catu, Itapetinga, Guanambi, Senhor do Bonfim, Serrinha, Uruçuca, Teixeira de Freitas e Valença) o número de intérpretes de libras é insuficiente ou inexistente.

Em Uruçuca, por exemplo, há cinco alunos surdos para nenhum intérprete de libras. Para o defensor público federal Atila Dias, a ausência da estrutura física e social demonstra um descaso com alunos com deficiência auditiva, bem como com o ordenamento jurídico.

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