TCM condena Gilka e Liga de Itajuípe

O Tribunal de Contas dos Municípios julgou, por unanimidade, irregular a prestação de contas dos recursos repassados pela Prefeitura de Itajuípe, na gestão de Gilka Badaró, à Liga Itajuipense de Desportos Terrestre.

Dirigida por Gean Márcio Silva, ela recebeu a verba em 2013. O relator Plínio Carneiro Filho determinou aos dois o ressarcimento solidário de R$ 238.046,43, com recursos pessoais.

Ele multou Gilka em R$ 3 mil e Gean em R$ 2 mil. O repasse de R$ 261.300 foi feito com base em um Termo de Cooperação que tinha como objetivo difundir e fomentar a prática esportiva no município.

Também previa promover a conservação e reforma do patrimônio da Liga Esportiva, como o acervo móvel, troféus, medalhas, livros de atas, mesas e cadeiras de sua sede, e o Estádio Humberto Badaró.

A Liga fez despesas de R$ 261.225,05. Desse total, a equipe técnica do TCM apurou que R$ 238.046,43 foram gastos de forma imprópria e não atendeu às finalidades sociais.

O dinheiro foi usado inclusive para o pagamento de salários de jogadores, treinador de goleiro, treinador, preparador e supervisor físico, massagista, roupeiro, premiações e tarifas bancárias.

O Ministério Público de Contas, em parecer emitido pelo procurador Guilherme Costa Macedo, também opinou pela rejeição das contas com imputação de sanção aos dois gestores. Cabe recurso.

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