Crimes assustam heveicultores na BA
Furtos, roubos com violência estão causando insegurança nos produtores e comerciantes de borracha no baixo sul baiano. Em Ituberá, 140 km ao norte de Ilhéus, trabalhadores temem percorrer o caminho até as fazendas.
O medo vem da rotina de roubos, principalmente de motos. A Prefeitura Municipal de Ituberá afirma que está trabalhando para a melhoria da segurança pública no município, mas o medo continua.
O heveicultor e pesquisador Adonias de Castro Virgens Filho, de Ituberá, teve um trabalhador, que sangrava seringueiras com a esposa, rendido por um marginal e amarrado em uma árvore.
O delinquente que, segundo a vítima, estava sob efeito de drogas, em seguida estuprou a esposa do trabalhador. Não foi o primeiro caso de violência na região, porém, até o momento, é o mais cruel.
Segundo o heveicultor, os boletins de ocorrência são registrados mas há carência de vigilância no campo, como câmeras; dificuldade de acesso às propriedades e número pequeno de pessoas circulando em relação às cidades.
“Estamos vivenciando uma condição jamais imaginável. Há uma violência assustadora no campo”, afirma Virgens Filho. Outro fato que piora a situação dos heveicultores do baixo sul baiano é a condição dos seringais.
A maioria deles é antiga, com produtividade inferior aos novos clones plantados em outros estados, como São Paulo.
“Essa baixa produtividade, aliada com o aparecimento de ácaro e percevejo-de-renda, resulta em uma redução de cerca de um terço da produção".
"A junção desses fatores - violência, baixa produtividade e o surgimento de pragas e doenças - está causando êxodo dos produtores para outras regiões, como o noroeste paulista e sul do Espírito Santo”, explica o heveicultor.
Com Camila Gusmão, MTB: 63035/SP do portal Borracha Natural.





