Comércio critica violência sindical

A Associação Comercial e Empresarial de Itabuna, o Sindicom e a CDL emitiram uma carta aberta expondo indignação com a violência vivenciada durante a chamada ‘greve geral’, ocorrida no dia 28 de abril.

"A sociedade presenciou atos de terrorismo e de vandalismo praticados pelos sindicalistas, a exemplo de agressões físicas, incêndios, barricadas, danos ao patrimônio privado, ameaças, invasões de propriedade e intimidações".

"É inquestionável o direito de greve, desde que observados os requisitos legais. O que não se admite, sob hipótese alguma, é a violência, o uso da força e, em última análise, o próprio terrorismo".

O mais grave, segundo as entidades do comércio, foi "a sensação de desamparo vivido pela sociedade nesse dia. Assistimos à omissão do Poder Público".

"A Polícia Militar, que havia dado garantia de manter a ordem pública, não evitou os focos de violência, de intimidação e de agressão, apesar de reconhecermos a atuação rápida no impedimento de barricadas nas pontes".

"O Ministério Público sequer se manifestou sobre os atos ocorridos. O poder executivo se ausentou e não disponibilizou a guarda municipal. Uma omissão inaceitável".

"A sociedade ficou à mercê da violência dos manifestantes que, como estivéssemos vivendo num Estado de anarquia, davam ‘ordens’ para o fechamento do comércio. Ordens equivalentes a ‘toque de recolher”.

"De um lado, pessoas pacíficas e desarmadas, que queriam trabalhar, entrar e permanecer nas lojas; do outro, pessoas violentas, agressivas e que até bombas de efeito moral usavam para impor à força o fechamento do comércio".

As entidades terminam com perguntas. "Quem a Polícia Militar e o Poder Público têm a obrigação de defender? Até quando a sociedade irá aceitar esses atentados à democracia?"

23:11  |  


Gostou? Repasse...