11 baianos são investigados no STF

Na decisão de abrir inquérito para investigar 11 políticos baianos com foro privilegiado, o ministro Edson Fachin revela que dois delatores da Odebrecht acusaram o deputado Daniel Almeida (PCdoB) de receber R$ 400 mil.

Em troca, ele apoiaria a empreiteira em uma obra na qual ela tinha interesse. R$ 300 mil foram pedidos pelo comunista para a candidatura de um aliado à prefeitura de Juazeiro e R$ 100 mil para ele, como "auxílio".

A senadora Lídice da Mata (PSB) é suspeita de usar R$ 200 mil ilegais na campanha de 2010. No sistema eletrônico "Drousys", que controlava as propinas, Lídice tinha o apelido de "Feia", segundo a Procuradoria Geral da República.

O deputado Jutahy Júnior (PSDB) recebeu R$ 850 mil ilegais, segundo Benedicto Barbosa da Silva Jr, ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura. Recebeu R$ 350 mil em 2010 e outros R$ 500 mil em 2014.

Segundo os ex-executivos José de Carvalho Filho e Luiz Eduardo da Rocha Soares, foram doados R$ 110 mil a Mário Negromonte Júnior oficialmente, mas ele também o restante de R$ 200 mil em caixa 2.

"Ao lado disso, foram verificados pagamentos oriundos da Cervejaria Petrópolis S.A. que, segundo o órgão acusatório, figuraria como intermediária entre pagamentos ilícitos e candidatos a cargos públicos".

O deputado José Carlos Aleluia (DEM) recebeu em 2010 R$ 300 mil em caixa 2 e, em 2014, R$ 280 mil em doação oficial, mas com exigência de contrapartida. Para a PGR, há indícios de propina no repasse.

O ex-governador Jaques Wagner é investigado em dois casos, um deles junto com o ex-presidente Lula. Os dois teriam recebido propina para aprovar uma Medida Provisória que beneficiou a empreiteira, a MP 703/15.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima recebeu dinheiro ilegal para as campanhas de 2006 e 2014. A contrapartida era o apoio na aprovação de uma medida provisória e contratos do Transporte Moderno de Salvador II (TMS II).

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