11 baianos indiciados e um segredo
O relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou a abertura de inquérito contra 9 ministros, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas.
Também serão investigados um ministro do Tribunal de Contas da União, três governadores e 24 outros políticos e autoridades que, apesar de não ter foro no tribunal, estão relacionadas aos fatos narrados pelos colaboradores.
O grupo faz parte de 108 alvos dos 76 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República encaminhou ao Supremo Tribunal Federal com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht.
Os baianos investigados são João Carlos Bacelar (PR), Lidice da Mata (PSB), José Carlos Aleluia (DEM), Daniel Almeida (PCdoB), Mário Negromonte Jr. (PP), Nelson Pellegrino (PT), Jutahy Júnior (PSDB), Arthur Maia (PPS).
Mais Cacá Leão (PP), Lúcio Vieira Lima (PDMB), Antônio Brito (PSD). Os nomes, que estavam em segredo, tiveram o sigilo retirado pelo ministro Fachin.
Os senadores Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, e Romero Jucá (RR), presidente do PMDB, são os políticos com o maior número de inquéritos a ser abertos: 5 cada.
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ex-presidente do Senado, vem em seguida, com 4, segundo informações jornal O Estado de S.Paulo, que teve acesso às 83 decisões de Fachin.
Os ministros investigados são Eliseu Padilha (PMDB), Moreira Franco (PMDB), Gilberto Kassab (PSD), Helder Barbalho (PMDB), Aloysio Nunes (PSDB), Blairo Maggi (PP), Bruno Araújo (PSDB), Roberto Freire (PPS) e Marcos Pereira (PRB).
Os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff não aparecem nesse conjunto porque não possuem mais foro especial.
Os crimes mais frequentes descritos pelos delatores são de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, e há também descrições a formação de cartel e fraude a licitações. Com Diário do Poder.





