Israel mostra soluções para água

Nesta segunda-feira, durante a palestra “Gestão do ciclo hídrico em regiões de escassez”, o engenheiro Amir Schischa elencou como Israel que, no auge da seca, chegou a ver a subsistência ameaçada venceu o problema

Chefe do Departamento de Companhias de Água da Autoridade Israelense do setor, ele participou de um evento de iniciativa da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (Sihs).

Ele explicou que medidas pontuais foram tomadas, como a orientação de se tomar banhos de no máximo dois minutos e lavar carros sem mangueiras.

Só quem era rico o suficiente para absorver o custo da manutenção de um gramado foi autorizado a regá-lo, mas somente à noite. Mas o principal foi o esforço para dessalinizar água do Mediterrâneo e reciclar águas residuais.

“Isso proporcionou água suficiente para todas as necessidades, mesmo durante as secas graves”, disse, frisando que mais de metade da água destinada às famílias, à agricultura e à indústria de Israel é produzida artificialmente.

Cinco grandes usinas privadas de dessalinização entraram em operação ao longo da última década. Juntas, elas produzirão mais de 492 bilhões de litros de água potável por ano, com a meta de chegar a 757 bilhões até 2020.

“O país trata 86% do seu esgoto doméstico, reciclando-o para uso agrícola, volume que representa cerca de 55% de toda a água utilizada na agricultura”.

Israel também fez cortes nas quotas anuais de água dos agricultores, encerrando décadas de uso extravagante e fortemente subsidiado de irrigação agrícola. A sobretaxa para o uso doméstico foi adotada no final de 2009.

O uso regular da água para fins domésticos agora é subsidiado pelo imposto ligeiramente superior que os usuários pagam quando ultrapassam o consumo básico. “E todo dinheiro é reinvestido na infraestrutura”.

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